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out 11 2016

Resenha – Livro O Nome do Vento de Patrick Rothfuss

Olá pessoal, hoje venho trazer para vocês a primeira resenha de um livro aqui no Vogeek.

Mas Felipe, o blog é de moda e beleza, resenha de livro de fantasia não tem nada a ver. Verdade, temos nosso enfoque em algumas categorias, mas não quer dizer que temos que nos limitar a isso, não é mesmo? A nossa ideia é compartilhar com vocês as coisas que achamos realmente interessante, moda e beleza são só uma fração de tudo que gostamos e consumimos. E de que adianta um rostinho bonito e roupas da hora, se falta conteúdo dentro da cachola?

Tenho uma leitura muito lenta, raramente consigo me desligar de tudo para começar a ler algum livro, mas quando começo é bem difícil parar. Logo depois de uma leitura muito decepcionante com o livro O Demonologista (não indico, não recomendo, não precisava nem mencionar ele aqui), fiquei a procura de um livro que me chamasse a atenção, o que é muito difícil mesmo. Mas, certo dia fui atraído pela ilustração da uma capa, com um tipo de um castelo ao fundo, uma pessoa segurando um cajado com um alaúde nas costas, fiquei imaginando que tipo de história poderia encontrar ali, e isso já foi o suficiente para comprar o livro.

Vamos à resenha:

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Livro: O Nome do Vento
Título Original: The Name of the Wind
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
ISBN: 9788599296493

 

 

 

 

 

O Nome do Vento” é o primeiro livro da série “A Crônica do Matador do Rei”, escrito por Patrick Rothfuss e lançado no Brasil pela editora Arqueiro. A história é contada em dois tipos de narrativas e duas linhas temporais. A narrativa do autor, no presente, conta os acontecimentos na pacata cidade onde o protagonista, até então conhecido como Kote, leva a vida como dono da hospedaria Marco do Percurso. Após ser atacado por criaturas malignas, um cronista é salvo por Kote, que o leva inconsciente até a sua hospedaria. O Cronista desconfia da identidade de Kote, e acredita que ele na verdade possa ser a pessoa por traz de muitas histórias e feitos heroicos, com isso, Kote concorda em conceder uma entrevista de três dias paro o cronista, começando assim a narrativa em primeira pessoa sobre o passado do personagem Kvothe.

É difícil falar sobre o livro, pois qualquer detalhe pode atrapalhar a experiência de leitura de vocês, mas vou tentar ser bem superficial, sem revelar muito.

Começamos na infância de Kvothe, que vivia com sua família em uma trupe de artistas itinerantes, os Edena Ruh. Conhecemos o seu dia a dia de aprendizado e afazeres na trupe, e vemos o seu desejo de aprender e ir estudar na Universidade de Magia crescer cada vez mais. Ainda durante sua infância, após um grande desastre, Kvothe se vê completamente perdido e passa por uns maus bocados. Apesar de suas precárias condições de vida, consegue ir para Universidade com um objetivo principal de reunir informações para entender o que aconteceu em sua vida.

Por ser muito inteligente, Kvothe consegue entrar na Universidade e torna-se um membro do Arcanum. Ali ele começa a construir a sua fama, faz amigos e inimigos, se apaixona, aprende magia e trabalha duro para conseguir dinheiro e bancar seus estudos. Kvothe também usa seus dons como músico, trocando apresentações em tabernas por hospedagem e comida. Aliás, a música tem um papel muito importante no livro, ela traz os sentimentos e emoções do personagem em relação a sua infância e faz uma conexão muito forte entre Kvothe e seu instrumento musical.

O livro todo é uma grande construção de personagem, não é só mais uma história contada sobre algum feito de Kvothe e sim a verdade de como o feito virou uma história. Podemos ver o personagem se moldando na sua busca por compreender certas coisas que não estão ao seu alcance, e apesar de ter seus motivos, até onde será que ele irá para completar os seus objetivos? Mistérios, magias, músicas, mitos e contos, são suficientes para nos prender na narrativa e aos poucos ir descobrindo esse mundo fantástico.

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Eu nem tinha acabado de ler “O Nome do Vento” e já fui comprar o segundo livro da série, “O Temor do Sábio”, junto com ele aproveitei e comprei também o único conto complementar que foi lançado no Brasil, “A Música do Silêncio”. Confesso que estou mais empolgado para ler o conto, pois ele é uma história extra sobre a personagem Auri, uma jovem misteriosa que vive no subterrâneo da Universidade. Os encontros entre Kvothe e Auri são sempre muito enigmáticos e de uma inteligência maluca absurda. Sem dúvidas ela é a minha personagem favorita e fico esperando ela reaparecer ao longo da história para ser surpreendido com suas interações e saber mais sobre seus mistérios.

o_temor_do_sabio_capaa_musica_do_silencio_capa

Não é um bom livro, é um ótimo livro. Leiam sem medo e com a cabeça aberta para esse novo mundo de fantasia. Aos que já leram, espero que tenham gostado tanto quanto eu estou gostando da série.

Por Thelu, quando será que Rothfuss vai lançar o último livro da trilogia? Já estou quase na metade do segundo livro da série, e quando acabar, irei começar imediatamente a leitura de “A Música do Silêncio”, mas e depois, vou estar jogado nas ruas de Tarbean e nem o Grande Taborlin poderá me ajudar.
“Que foi, que foi…Quietinho, quietinho…”

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2 comentários

  1. Adriano massi

    eu vou comecar ler o primeiro livro falaram muito bem desse livro. é uma leitura facil de ler ??

    1. Felipe Ribeiro

      Olá Adriano, é um leitura bem fácil sim, quando começar vai ser difícil parar. 🙂

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